quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Primeiro Dia

Acho que é constante, irreversível, como o vento que descreve um caminho pelo jardim do fundo e em meio a sua dança arranca parte por parte toda a beleza de um “dente de leão”. E mesmo que eu saiba observar o fim da linha o impacto contra a parede sempre causa medo... “parede”... É engraçado como ela sempre vai estar lá, parada, fria, esperando com os mesmos tijolos que alguém a quebre, pra ser reconstruída e quebrada nesse ciclo clichê que estou cansado de olhar e de tão cansado de ver esqueço... “esquecer”... me lembro de ler essa frase algum dia: “viver é esquecer.” Se admitir isso como verdade por alguns segundos terei que esquecer os tijolos, depois a parede, depois o medo do impacto, depois o vento, depois de mim, depois você. Acho que é constante, irreversível, como o vento que descreve um caminho pelo jardim do fundo e em meio a sua dança arranca parte por parte toda a beleza de um “dente de leão”. É, talvez viver seja esquecer...
                                                                                  

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